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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Ainda o Facebook: uma relação amor-ódio?

Love Facebook
Hate Facebook

De entre as diversas ferramentas da Web 2.0, poucas haverá que suscitem uma relação de amor de amor-ódio tão intensa e extremada quanto o Facebook: dos amantes incondicionais e dos fãs que não conseguem passar um dia sem aceder várias vezes a esta rede social, aos que nela vêem a versão electrónica de Big Brother is watshing you e a encaram como instrumento da conspiração mundial que, a partir do rastreio dos pensamentos e acções de todos e de cada um de nós, pretende dominar a humanidade ! 

Ao construirmos uma rede social de amigos e de conhecidos e menos conhecidos, com quem contactamos regularmente é evidente que, se é verdade que beneficiamos desse «apoio», revelamos também muito de nós. Muito mais do que o que revelamos sempre que efectuamos uma compra com o cartão de débito ou de crédito, por exemplo. Contudo, se nos mantivermos fiéis ao princípio de que tudo o que comunicamos através da Internet pode ser sempre recuperado por outrem e que nunca podemos saber o que com esses conteúdos alguém poderá vir a fazer, podemos usar estas ferramentas para alcançar diversos objectivos. 

O Facebook é uma excelente forma de divulgar ideias, actividades, eventos... Não é por acaso que as marcas mais importantes alimentam páginas no Facebook, como também o fazem instituições tão credíveis e sérias como a Presidência da República, a Biblioteca Nacional de Portugal, as Organizações Não Governamentais e de Solidariedade Social, os grandes jornais e a própria Igreja está a considerar esta hipótese!

Porque o Facebook é uma aplicação essencialmente concebida para isso mesmo ou, como dizem os americanos, for spreading the news: tudo o que é publicado nesta plataforma dispara automaticamente emails para todos os «amigos» e fãs do editor em causa. Nesta medida, o Facebook é também presentemente utilizado como uma eficaz ferramenta na publicitação da informação que se pretende divulgar e, enquanto tal, é agregado a outros meios de informação mais consistente e fidedigna como o tipo de sítios e blogues acima mencionados.

sábado, 17 de setembro de 2011

Facebook versus Linkedin: a guerra começou?

Via http://www.captivationmedia.com/main/2011/07/05/facebook-ads-vs-linkedin-ads/

Segundo Sharon Machlis no seu artigo «Facebook vs. Twitter vs. LinkedIn vs. Google+» publicado em Julho de 2011 no sítio  Computerworld, o Facebook, com os seus 750 milhões de utilizadores é a melhor rede social online para empresas e marcas e para estabelecer relações pessoais desde que se cinjam apenas a pessoas que se conheçam pessoalmente.

Para tal concorrem a facilidade de promoção de uma marca ou de uma empresa, a facilidade de adesão à plataforma e de obtenção de estatísticas, para além da mais recente possibilidade de gravar a informação de páginas por parte de cada utilizador. O Facebook é pois a plataforma ideal para encontrar velhos amigos e para reunir fãs de uma marca. Em contrapartida, o Facebook não oferece suficientes garantias da privacidade aos seus utilizadores, não permitindo uma fácil gestão das listas de amigos, nem a possibilidade de ver o fluxo de a informação de cada uma dessas listas, que não são aliás nem fáceis de encontrar, nem de editar.

Via http://blogs.estadao.com.br/fernando-gabeira/tag/twitter/
A maioria das pessoas vê o Linkedin mais como um banco de dados de profissionais do que uma rede social de profissionais: um lugar onde ter uma presença é fundamental, mas confinado à oferta e à procura de emprego e à optimização de uma carreira profissional, No entanto, ao longo do tempo o Linkedin tem vindo a tornar-se um tesouro de inteligência competitiva, bem como um referencial cada vez mais importante do tráfego Web.

Na verdade, a força desta rede social advém do facto de ser a única a reunir informação fidedigna: sobre profissionais individuais, sobre oportunidades de carreira profissional e sobre empresas e organizações. Para além do mais, o Linkedin procura agora promover também a partilha de conteúdos especializados e aposta na definição círculos de relações seguros.

Segundo Neal Schaffer, no seu artigo de Dezembro de 2010, «LinkedIn vs. Facebook for Business in 2011 – The Battle Begins!», até 2011 o Linkedin e o Facebook pareciam ter muito pouco em comum, a começar pela razão por que foram criados: um como uma rede social fechada e de confiança para profissionais e outro como um livro aberto (de caras) de estudantes universitários. Entretanto, o Linkedin ganhou uma progressiva credibilidade entre os mais diversos profissionais qualificados e o Facebook apostou na cultura de consumo, assumindo-se claramente como um negócio onde  o objectivo é ganhar dinheiro com cada utilizador. O resultado foi que os profissionais aderiram ao Linkedin, enquanto que as empresas e as marcas investiram cada vez mais em marketing no Facebook (bem como no Twiter).

Esta aparente contradição tornou-se evidente quando o Linkedin anunciou as suas páginas para empresas em Novembro de 2010, parecidas com as do Facebook, que ainda são dominantes, mas com um «Recomendada» em vez de um «Gosto» (Like), acrescentando-lhes a possibilidade integrada de se poder «seguir» essa página. Foi assim que a Hewlett-Packard (HP) reuniu mais de 160 000 seguidores no Linkedin contra os 170 000 da sua página no Facebook

Estes números adquirem maior relevância, se tivermos em conta que o Linkedin  conta com 1/5 de membros do Facebook, mas que estes são todos profissionais (altamente) especializados. As novas páginas para empresas do Linkedin permitem também uma maior interacção com os utilizadores que podem agora recomendar produtos e serviços, comentá-los e, como no Facebook, ver na respectiva rede de amigos quem recomenda que página.


Via http://www.careerdigital.com/article/linkedin/tips/
Em contrapartida, o Facebook anunciou novos perfis pessoais que desenvolvem a dimensão profissional de cada utilizador, incluindo projectos e experiência de trabalho para, por sua vez, atrair os profissionais do Linkedin. A diferença é que, enquanto esta é uma rede fechada e de confiança, o Facebook parece não ser considerado útil pelos profissionais qualificados, o que poderá contudo mudar se o Facebook os conseguir convencer do contrário.

O Linkedin criou ainda os Linkedin (LI) Grupos, que permitem acrescentar facilmente informação de um sítio empresarial ao perfil de cada utilizador ou aos LI Grupos. Desenvolveu também ferramentas que possibilitam gerir com facilidade a moderação da informação nos LI Grupos, o que o Facebook não permite, através do new official LinkedIn Share Button. Por último, o Linkedin anunciou que vai   permitir a opção de tornar públicos os LI Grupos e outros, de modo a alargar a discussão a profissionais e a consumidores-alvo, para além da página da empresa. O próprio espaço de discussão é muito maior do que as pequenas «caixas» de texto do Facebook e os LI Grupos têm a possibilidade, que o Facebook também não tem, de enviar diária ou semanalmente resumos de informação actualizada, o que aumenta a adesão aos LI Grupos.

É conhecida desproporção entre estas duas redes sociais e é verdade que o maior grupo do Linkedin, o de recursos humanos (HR), apenas reúne cerca de 345.000 membros, enquanto que a maior página do Facebook, a própria, tem mais de 30.000.000 fãs. Contudo, existem mais de 800.000 LinkedIn Groups contra cerca de 320.000 páginas de empresas do Facebook.