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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Ainda o Facebook: uma relação amor-ódio?

Love Facebook
Hate Facebook

De entre as diversas ferramentas da Web 2.0, poucas haverá que suscitem uma relação de amor de amor-ódio tão intensa e extremada quanto o Facebook: dos amantes incondicionais e dos fãs que não conseguem passar um dia sem aceder várias vezes a esta rede social, aos que nela vêem a versão electrónica de Big Brother is watshing you e a encaram como instrumento da conspiração mundial que, a partir do rastreio dos pensamentos e acções de todos e de cada um de nós, pretende dominar a humanidade ! 

Ao construirmos uma rede social de amigos e de conhecidos e menos conhecidos, com quem contactamos regularmente é evidente que, se é verdade que beneficiamos desse «apoio», revelamos também muito de nós. Muito mais do que o que revelamos sempre que efectuamos uma compra com o cartão de débito ou de crédito, por exemplo. Contudo, se nos mantivermos fiéis ao princípio de que tudo o que comunicamos através da Internet pode ser sempre recuperado por outrem e que nunca podemos saber o que com esses conteúdos alguém poderá vir a fazer, podemos usar estas ferramentas para alcançar diversos objectivos. 

O Facebook é uma excelente forma de divulgar ideias, actividades, eventos... Não é por acaso que as marcas mais importantes alimentam páginas no Facebook, como também o fazem instituições tão credíveis e sérias como a Presidência da República, a Biblioteca Nacional de Portugal, as Organizações Não Governamentais e de Solidariedade Social, os grandes jornais e a própria Igreja está a considerar esta hipótese!

Porque o Facebook é uma aplicação essencialmente concebida para isso mesmo ou, como dizem os americanos, for spreading the news: tudo o que é publicado nesta plataforma dispara automaticamente emails para todos os «amigos» e fãs do editor em causa. Nesta medida, o Facebook é também presentemente utilizado como uma eficaz ferramenta na publicitação da informação que se pretende divulgar e, enquanto tal, é agregado a outros meios de informação mais consistente e fidedigna como o tipo de sítios e blogues acima mencionados.

domingo, 24 de julho de 2011

Blogging 2011: um exercício de democratização da informação e da capacidade de influência?

A Blogosfera via blogs.elcomercio.es
À semelhança do que Hugo Albuquerque afirma para a realidade brasileira, de início a interactividade na Web era apenas possível através de listas de emails, de fóruns e de alguns poucos blogues. A progressiva expansão da Web faz-se quando o acesso se massifica e se assiste à intervenção activa de pessoas interessadas por informação em tempo real e pelo respectivo debate, sobretudo porque, cada vez mais, os meios de comunicação não detêm uma intervenção independente. É quando assistimos à explosão da Blogosfera, na segunda metade da década passada.

Com o surgimento do microbloguing, em particular do Facebook e do Twitter, a Blogosfera atravessa presentemente um período de transição. Com efeito, apesar da esmagadora adesão àquelas plataformas, sobretudo por parte de uma geração mais jovem,  especialistas, como Benoît Méli e Brian Solis, afirmam que nunca antes houve tantos blogues e que a Blogosfera continua globalmente a expandir-se.

A Blogosfera adaptou-se, saiu do seu ecossistema inicial e construiu novas comunidades de leitores, incorporando o microbloguing, gerindo links centralizados e agregando a participação sindicada. Gerando nas palavras de Brian Solis ... um elo de amor entre o fora e o dentro da Blogosfera.


A Blogosfera via descurvo.blogspot.com

Na verdade, faltam-nos dados globais e fiáveis e não é aparentemente fácil obter uma estimativa, ainda que aproximada, do número de blogues hoje existentes no mundo, ou mesmo até num país.

Em Março de 2008, a Universal McCann publicou um relatório onde indicava terem sido criados, em todo o mundo, 184 milhões de blogues com 346 milhões leitores. Um número aproximado, 200 milhões, é também avançado pelo colectivo francês Blog de Bourgogne, mas reportando-se a 2010 e sem contudo citar qualquer fonte.

Por seu turno, relatório anual State of the Blogosphere 2010 da empresa Technocraty, que reúne cerca de 1.3 milhões de blogues em língua inglesa, afirma ter por base a rede de 3.8 milhões de blogues de todo o mundo com uma conexão à editora LIJIT. Alguns motores de busca de blogues também avançam números parcelares: o Blogpulse da empresa germânico-americana Nielsen apresenta um total de cerca de 1.7 milhões de blogues identificados, em Julho 2011. Já o motor canadiense Blogscope indexa 53.28 milhões de blogues, o que não significa que sejam todos deste país. Para a França, o Journal du Net fala de 15 a 20 milhões de blogues em 2010.
 

Em Portugal, segundo Paulo Querido a blogosfera é inaugurada em Fevereiro de 2003 e, em 2007, o Sapo afirmava reunir na sua plataforma 100.000 blogues. Para anos mais recentes não encontrámos outros números, sendo os apresentados por directórios de blogues (limitados a inscrições para publicitação) muito baixos: o maior ‒11.438 blogues! é o referido por Blog.com.pt: comunidade de bloguers em língua portuguesa, em actividade desde 2005.

Mais do que aferir a vitalidade da blogosfera em 2011, pensamos que a afirmação optimista de Brian Solis, a propósito da edição em formato blogue, é acima de tudo extensível a todas as actuais formas de partilha e de discussão de informação audiovisual editadas na Net: a gift and an exercise in the democratization of information and the equalization of influence.